Fundo é opção para pequeno investidor
Arquivo FolhaEstratégiaPara não perder dinheiro com aplicações, pequenos e médios investidores devem observar oscilações do mercadoNum quadro de juros elevadíssimos e de alguma incerteza nas Bolsas de Valores, o pequeno e médio aplicador não têm motivos para alterar sua estratégia de investimento: o mais indicado é continuar dando prioridade às aplicações de renda fixa - especialmente aos fundos de 60 dias. O juro real permanece em níveis muito elevados, tornando a renda fixa a melhor opção de investimento, diz Ricardo Sampaio Corrêa Filho, da RMC Corretora de Valores.
A mudança no cálculo do redutor da Taxa Referencial (TR) afetou muito a rentabilidade da caderneta. Nesse quadro, o investidor deve fugir da aplicação, dando preferência aos fundos. Corrêa Filho acredita que os juros tendem a cair mais acentuadamente no segundo trimestre. À medida que a situação da economia do Sudeste Asiático melhorar - o que parece estar ocorrendo, entende ele -, o governo terá espaço para reduzir mais rapidamente os juros.
Corrêa Filho entende que o investidor deve esperar um pouco mais para entrar em Bolsa, uma vez que, no primeiro trimestre, as cotações tendem a continuar oscilando bastante, enquanto a renda fixa seguirá atraente. No segundo trimestre, a situação da Bolsa tende a melhorar. Ele lembra que a perspectiva de maior tranquilidade no cenário externo favorece as Bolsas.
Corrêa Filho entende que as ações dos setores de energia e telecomunicações tendem a ter o melhor desempenho este ano. Ele diz que as ações de algumas empresas do varejo podem ter bom desempenho ao longo do ano, ainda que os juros altos tenham prejudicado o setor. Os preços de alguns papéis caíram muito, e as empresas têm grande capacidade de crescimento. Para o varejo, 1998 não será um ano tão bom quanto 1996, mas também não tão ruim quanto 1997.
PoupançaDo ponto de vista de rentabilidade, o investidor em caderneta de poupança não deve ter dúvidas: o mais indicado é sair da aplicação no vencimento deste mês. Isso porque o rendimento de fevereiro, que será creditado em março, está bastante reduzido em relação ao que vem sendo oferecido por outras aplicações.
O motivo é que o Banco Central (BC) alterou a fórmula de cálculo do redutor que é aplicado sobre a taxa média dos CDBs para apuração da Taxa Referencial (TR), que determina o rendimento básico da poupança. Com a mudança, o redutor ficou maior - subiu de 1,33%, pela fórmula antiga, para 1,63%; em consequência, a TR e o rendimento da caderneta diminuíram.
A caderneta do dia 1º, por exemplo, renderá 0,9483%; se nada tivesse mudado, o rendimento seria de 1,25%. Assim, o rendimento caiu 24% - de R$ 1,25 para R$ 0,95, para cada R$ 100,00 aplicados. Já os fundos de investimento devem render em fevereiro, no mesmo prazo da caderneta (28 dias), 1,48%, o FIF de 30 dias, e 1,62%, o de 60 dias.
Os fundos são a opção à caderneta para os pequenos investidores. Os CDBs devem ser evitados, em substituição à caderneta, pelo pequeno investidor, porque os bancos estão reduzindo as taxas pagas nesses títulos, quando emitidos para acolher quantias abaixo de R$ 5 mil.
Crédito caroAs operações de financiamento por meio de crediário, crédito pessoal, cheque especial ou cartão de crédito são
contra-indicadas. Até sexta-feira, poucas instituições financeiras haviam baixado o juro cobrado do consumidor, embora o corte da Taxa Básica do Banco Central (TBC), que serve de parâmetro para definição do juro no mercado, já tenha ocorrido há duas semanas. No dia 28 de janeiro, a TBC caiu de 38% para 34,5% ao ano.





