O Japão entrará em recessão este ano, pela quarta vez em uma década, à medida que a desaceleração econômica pode ser acentuada pelos ataques de 11 de setembro aos Estados Unidos, disse ontem o FMI (Fundo Monetário Internacional). Segundo o relatório ''Perspectivas para a Economia Mundial'', embora o crescimento japonês tenha acelerado fortemente nos três primeiros meses do ano devido a um salto temporário no consumo privado, quedas significativas no investimento público e privado contrabalançaram os ganhos.
Isso, junto com um forte enfraquecimento do mercado de ações, que pode ser piorado pelos ataques, e uma queda no iene desde o final do ano passado oferecem perspectivas ''sombrias'' para o país. Segundo o FMI, a economia japonesa verá uma contração de 0,5% este ano e pode retomar um crescimento de 0,2% em 2002, acrescentando, no entanto, que as perspectivas continuam ''muita incertas'' para 2001.
A performance do Japão deve ficar bem abaixo da de outros países desenvolvidos, que, em média, crescerão 1,3% este ano e 2,1% em 2002. As projeções foram feitas antes dos ataques. O economista-chefe do FMI, Kenneth Rogoff, disse que os cortes coordenados de taxas de juros por vários bancos centrais do mundo em decorrência dos atentados foram ''apropriados''.

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