Fundo DI é boa opção para investidor
PUBLICAÇÃO
domingo, 20 de maio de 2001
Agência Estado De São Paulo 
O investidor deve manter cautela redobrada por causa do agravamento de expectativas que projetam a continuidade do cenário de instabilidade e muito nervosismo no mercado de investimentos. O diretor de Pesquisas do Banco Santos, Rogério Mori, é claro e taxativo: é momento do investidor permanecer em fundos conservadores, como os DI, cujo rendimento é definido pelos juros correntes no mercado financeiro.
A crise de energia acentuou o sentimento de insegurança na economia, com reflexos também na política. O clima é de incerteza no curtíssimo prazo, dado o desconhecimento da amplitude do racionamento de energia elétrica e, portanto, de seus efeitos sobre a economia, a inflação, o emprego. Embora a crise política se tenha esvaziado, a crise econômica argentina persiste e, nesse ambiente, a crise de energia elétrica adiciona novo elemento ao quadro de incertezas que se tem no momento.
Mori comenta que a insuficiência de energia elétrica provocará impacto sobre o crescimento da economia e as principais variáveis macroeconômicas, como o câmbio e a inflação. A crise de energia combinado com o racionamento poderá levar a uma pressão sobre o dólar, cuja alta tenderia a empurrar os preços e a inflação para o alto. É um choque de oferta, comenta Mori, na medida em que uma redução na produção restringiria a oferta de produtos, um possível fator alimentador de inflação. A menos que uma atividade econômica mais baixa leve também a um corte de demanda, compensando o encolhimento de oferta.
A valorização do dólar, dentre outras situações, poderia ocorrer pela redução do fluxo de capitais para investimento, por causa de incertezas com o rumo da economia, e pela redução de exportações via corte de produção determinado pela restrição do consumo de energia elétrica. O cenário de câmbio e inflação pressionados define o comportamento da política monetária do Banco Central.


