Fundo deve desbancar poupança
Os fundos de 60 dias são a melhor opção de investimento para o dinheiro que vai ser aplicado esta semana, desde que sejam transformados em aplicações com liquidez diária a partir de 2 de agosto. Esses FIFs vão render mais durante esta semana, porque estão livres do recolhimento do depósito compulsório, e oferecerão saques remunerados diários já na próxima segunda-feira.
A única questão é que os recursos aplicados este mês que forem sacados a partir de 2 de agosto com prazo inferior a 30 dias corridos estarão sujeitos à tabela regressiva do IOF. O dinheiro que tiver sido aplicado até 30 de junho não vai pagar IOF a partir do mês que vem, desde que o fundo tenha sido transformado em aplicação com liquidez diária.
Os fundos deverão consolidar-se como a melhor opção para o pequeno e médio investidor. A caderneta, que já vinha rendendo bem menos do que os FIFs, vai ter uma desvantagem a mais, já que a liquidez da aplicação continua apenas a cada 30 dias.
O sócio-gerente da BankBoston Asset Management, Fábio de Oliveira, estima que cerca de 95% dos fundos terão saques diários remunerados. Com isso, os fundos não deverão mais ser divididos pelos prazos de carência, mas pela política de investimentos. A mudança será a principal alteração na indústria de fundos desde outubro de 95, quando os fundos de commodities e de renda fixa de 28 dias foram substituídos pelos FIFs. A aplicação em Certificado de Depósito Bancário(CDB) não deverá ser inferior a 30 dias. Isso porque, para cobrir os gastos com a CPMF e IOF, o dinheiro precisará ficar aplicado por, no mínimo, 16 dias. Quem fizer saques antes desse período terá rendimento negativo.
Por esse motivo, a tendência é que o prazo de aplicação seja um pouco esticado. No entanto, CDBs com períodos superiores a 30 e 60 dias não devem ser muito negociados no mercado, nesse momento, por falta de referencial e índices de longo prazo. ‘‘O investidor não será impactado pelas mudanças, mas terá o conforto da liquidez diária’’, avalia o gerente de produtos do Sudameris, José Antonio D’Arienzo.
O investidor também deve contar com novas opções de CDBs vinculados a diferentes indexadores. Essa variedade, no entanto, deverá ser verificada entre diferentes bancos, e não num banco só. É que não parece haver disposição dos administradores de montar pequenas carteiras para divesificação dos papéis.

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