Fundo de renda fixa DI ainda é melhor aplicação
Os fundos de renda fixa DI permanecem a opção mais indicada para o investidor. Essas aplicações, que seguem as oscilações do Certificado de Depósito Interbancário (CDI, título trocado entre os bancos), protegem o aplicador em caso de elevação dos juros, pois o aumento das taxas é imediatamente repassado para a cota dos fundos, diferentemente do que ocorre nos prefixados, cujo rendimento é definido de antemão.
A diretora de Private Banking do Banco Marka, Regina Motta, entende que, como a hipótese de alta das taxas não pode ser afastada, o investidor tem de continuar dando prioridade à segurança. Por isso, aplicar em fundos DI é uma das opções recomendada por ela. Regina também afirma que os fundos cambiais podem ser boa opção para proteger parcela do capital contra uma eventual desvalorização da moeda. Ela também destaca que o investidor deve procurar diversificar suas aplicações, de preferência buscando o auxílio de um gestor de recursos para ajudar a fazer a alocação do dinheiro.
A turbulência pode ter diminuído um pouco, em razão da perspectiva de corte dos juros norte-americanos e de que, após as eleições, o Brasil faça um rigoroso ajuste fiscal e receba ajuda externa. Mas isso não é garantia de que os juros vão continuar nos mesmos níveis. O governo segue monitorando o fluxo cambial, que continua negativo. A saída média diária de recursos tem somado US$ 500 milhões, um número que não pode ser considerado confortável. Se a perda líquida aumentar, é provável que o BC volte a elevar os juros. É por isso que o momento favorece os fundos DI.
PoupançaEm outubro, não conte com o bom ganho proporcionado pela caderneta de poupança nas três últimas semanas, por conta da alta das taxas dos CDBs, que também elevou a Taxa Referencial (TR), indexador da caderneta.
Ainda que os juros dos CDBs permaneçam altos, a rentabilidade da caderneta cai a partir do dia 1º , porque a TR vai ser calculada pela média de CDBs ainda altos, mas com a aplicação de um redutor também alto, que vai empurrá-la para baixo. Nas três últimas semanas, a TR permaneceu nas alturas, porque foi definida levando em conta CDBs elevados, mas com um redutor baixo, de 1,04%, calculado no fim de agosto, antes da alta dos juros.
As projeções atuais indicam que o redutor da TR em outubro deve ficar em torno de 1,61%. Considerando esse porcentual e supondo ainda a estabilidade da taxa média dos CDBs em 2,41%, a caderneta do dia 1º de outubro renderia 1,29% (se fosse mantido o redutor antigo, a correção seria de 1,87%). A rentabilidade de 1,29% é a menor projetada para outubro na renda fixa. CDBs de até R$ 10 mil prometem rendimento líquido de 1,58% e de R$ 30 mil, de 1,65%; fundos de 30 dias, 1,70%; CDB de R$ 50 mil, 1,73%; CDB acima de R$ 100 mil, 1,97%; fundos DI de 60 dias e fundos de renda fixa de 60 dias, 2,04%.
Para aplicações hoje por 30 dias de valor abaixo de R$ 100 mil a caderneta ainda é a melhor opção, com rendimento estimado em 1,87%. A partir de quinta-feira, ela continua oferecendo rendimento acima da inflação, mas mesmo para o prazo de um mês os fundos de 30 dias ou os CDBs são melhor opção.





