Os programas de assistência social do governo federal foram considerados ineficientes pelos técnicos do FMI no relatório de avaliação do País concluído este ano. ‘‘A maior parte dos programas de assistência social no Brasil não garante proteção social adequada’’, diz Alberto Ramos, autor do estudo.
Na análise do FMI, a maior deficiência é a falta de um programa de atendimento aos trabalhadores do setor informal, que não são alcançados nem pelo seguro-desemprego nem pelo FGTS. ‘‘Uma expansão gradual da rede de proteção social no Brasil pode ser conseguida primeiramente pela melhora no foco dos programas, muito mais que pelo aumento de gastos.’’ O estudo mostra que 43% dos pagamentos do seguro-desemprego vão para quem tem renda entre 20 e 30 salários mínimos, enquanto os pobres ficam com 32%.

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