Fundo carteira livre é flexível
Os fundos de ações carteira livre estão crescendo bem mais rapidamente que os tradicionais. Enquanto em maio, até o dia 14, os depósitos superaram os saques em R$ 1,440 bilhão nos carteira livre, o ganho nos tradicionais foi de apenas R$ 40,460 milhões.
O principal motivo é que a legislação dos carteira livre é bem mais flexível. Um exemplo: no fundo tradicional, só é permitido aplicar até 33,3% do patrimônio em ações de uma mesma empresa. O carteira livre admite concentração dos recursos em apenas um papel, desde que previsto no regulamento.
A indústria de fundos carteira livre tem caminhado em direção à maior segmentação. Há, por exemplo, fundos que compram papéis de empresas de determinados setores da economia. O Banco do Brasil oferece o fundo TeleBrasil, que investe apenas em ações de empresas de telecomunicações. Já o Bradesco Carteira Livre Fácil aplica somente em papéis de companhias de telecomunicações e de energia elétrica.
Além disso, existem vários fundos na praça que têm como objetivo acompanhar de perto a variação do Índice Bovespa (IBovespa). É o caso do Itaú Índice Ações e do Banco do Brasil (BB) Ações Índice. Na carteira desses fundos predominam as ações de primeira linha (as mais negociadas), como Telebrás, que compõem a maior parte do IBovespa.
Também há vários fundos compostos por ações de empresas de segunda e terceira linha (small caps), que são menos negociadas. Os administradores selecionam os papéis por critérios técnicos, levando em conta principalmente o potencial de valorização das empresas. Esses fundos são mais indicados para o investimento de longo prazo. É o caso do Linear Bull, do Marka Carteira Livre e do Investidor Profissional Participações (veja tabela acima).
No momento, os fundos atrelados ao IBovespa apresentam melhor rentabilidade do que os de small caps. De janeiro a abril, o BB Ações Índice rendeu 42,65%, enquanto o Marka Carteira Livre apurou 27,87%. Isso não quer dizer, contudo, que o fundo do BB seja melhor que o do Banco Marka. Neste ano, o IBovespa acumula expressiva valorização, por conta da alta das ações das estatais, que dominam o índice. Já os papéis de segunda e terceira linha não têm acompanhado esse desempenho. No longo prazo, porém, os fundos de small caps tendem a apresentar comportamento menos instável que o IBovespa. Por isso, antes de aplicar, o ideal é analisar a rentabilidade do fundo por períodos mais longos, além de levar em conta a política de investimentos da aplicação, entre outros fatores.





