Agência Estado
De São Paulo
O ganho propiciado ao cotista pelos fundos cambiais em agosto ultrapassou a alta de 6,61% do dólar comercial e tende a atrair novos aplicadores para a opção este mês. O fundo Hedging-Griffo Cambial, da Hedging-Griffo Asset Management, por exemplo, corrigiu suas cotas em 7,94%; o Citicâmbio FAQ, do Citibank, em 7,43%; e o fundo Plural FIF Cambial, do Banco Fator, em 6,785%.
O maior rendimento, de 16,07%, foi dado pelo FIF Pactual Cambial Alavanca, segundo dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento. Isso não significa que os fundos cambiais vão continuar obtendo rentabilidade tão expressivas nos próximos meses.
A tendência para o dólar é indeterminada e o espaço para oscilações dos preços é grande, diz Paulo Caricatti, da área de Renda Fixa do Citibank. ‘‘A aplicação é arriscada e só é recomendada a quem tem dívida em dólar ou pretende fazer viagem de estudos ou de férias ao exterior.’’
Enio Shinohara, sócio-responsável pela área de Análise de Investimentos da Hedging-Griffo Asset Management, sugere ao interessado analisar a liquidez, a rentabilidade, o risco e o horizonte do investimento.
‘‘Quem investe em fundo cambial não costuma ter como principal objetivo a rentabilidade, mas sim a proteção, seja por ter dívida nessa moeda (leasing, financiamento imobiliário ou no cartão de crédito) ou desejar manter o valor do seu patrimônio.’’
Shinohara aposta que o dólar oscilará entre R$ 1,80 e R$ 1,90 este mês, mas não descarta pressão sobre os preços por conta de compras antecipadas da moeda pelo governo e por empresas para fazer frente aos pagamentos de dívidas externas programados para outubro.
Para o diretor de Tesouraria do Banco Fator, Sérgio Machado, há 70% de possibilidade de queda de preço do dólar e 30% de alta este mês. ‘‘A sensação de fundo do poço na política econômica passou’’. A pessoa física, ele diz, deve dar preferência a uma aplicação tradicional, como um fundo DI.

mockup