Fundo cambial bancará risco de termoelétricas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de novembro de 2000
Agência Estado De Brasília 
Os riscos de desvalorização cambial sobre os empreendimentos das usinas termoelétricas serão cobertos por um fundo com recursos dos investidores privados nacionais e estrangeiros. A informação é do diretor do Departamento Nacional de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Boris Garbati Gorenstin, ao explicar que o fundo visa garantir o pagamento dos empréstimos a serem feitos pelo sistema financeiro aos grupos que vão tocar estas unidades térmicas. Há uma estimativa de que este fundo seja de US$ 180 milhões a cada ano.
A fórmula vai ser apresentada aos grupos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Boris assegurou que o banco está tentando fechar o montante necessário para o fundo. Os critérios de financiamento internacional indicam que as instituições financeiras só aportarão recursos equivalentes a 70% do empreendimento. Os 30% restantes virão dos próprios investidores. Nós estamos criando um fundo para assegurar os 70% do negócio e a outra parcela não terá nenhuma garantia, ou seja, será risco do negócio, afirmou.
Para ampliar a oferta de energia elétrica em 12 mil megawatts (MW), o governo criou o programa prioritário de usinas térmicas. Em fevereiro deste ano, foram aprovadas as construções de 54 usinas em 18 Estados, com investimentos globais de US$ 6 bilhões.


