O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou ontem que sua diretoria aprovou o pacote de ajuda emergencial para a Argentina. Foi aprovada a concessão de US$ 6,7 bilhões em créditos; somando-se isso ao programa já existente de créditos ‘‘stand-by’’ para a Argentina, o valor total concedido pelo FMI alcança quase US$ 14 bilhões.
De acordo com o FMI, cerca de US$ 3 bilhões estão disponíveis imediatamente; haverá outras três liberações este ano, de US$ 1 bilhão cada. ‘‘Mais crédito será tornado disponível – de acordo com um cronograma ainda a ser especificado – em 2002 (cerca de US$ 4 bilhões) e em 2003 (cerca de US$ 1 bilhão)’’, diz o comunicado divulgado em Washington.
Esses créditos adicionais serão concedidos dentro do Programa de Reservas Suplementares do FMI, no qual as taxas de juro são mais altas e os prazos para pagamento mais curtos do que nos programas comuns de crédito ‘‘stand-by’’.
A aprovação do programa pela diretoria do FMI abre caminho para que a Argentina tenha acesso a outros créditos oferecidos ao país, incluindo US$ 1 bilhão do governo da Espanha e US$ 5 bilhões do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento.
‘‘La frutilla de la torta’’ (o morango do bolo). Com esta expressão, que os argentinos usam para definir o ponto culminante de um evento, o ministro da Economia, José Luis Machinea, anunciou ontem que a esperada ‘‘blindagem financeira’’ havia deixado de ser uma mera intenção do FMI, para tornar-se uma bem-vinda oficialização da ajuda com a qual a Argentina pretende recuperar a confiança nos mercados internacionais.

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