O Fundo de Desenvolvimento da Pecuária (Fundepec) vai ser reforçado com mais R$ 2 milhões, valor aproximado que vem da participação dos produtores. O recurso será entregue na segunda-feira pela Secretaria da Agricultura, que fez o recolhimento na última campanha de vacina contra aftosa. Com isso, o fundo acumula R$ 2,5 milhões, que serão aplicados em projetos aprovados pelo Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa) ou em caso de indenização de sacrifício de animais.
Os recursos serão administrados pelo Fundepec, de acordo com os sub-setores de aves, suínos, pecuária de carne, de leite e assim por diante, explicou Carlos Augusto Albuquerque, assessor da Federação da Agricultura do Paraná (Faep). Os recursos da pecuária serão bloqueados para garantir indenizações sobre possíveis focos de aftosa no Paraná, acrescentou.
Os recursos da pecuária de corte e leite foram recolhidos de um adicional de R$ 0,25 por cabeça cobrado do pecuarista. A cobrança ocorreu durante a última campanha de vacinação contra febre aftosa, ocorrida em maio. Novos recolhimentos deverão acontecer em novembro, quando for executada a segunda etapa da campanha de vacinação e também no ano que vem.
Conforme convênio estabelecido entre Fundepec e Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, o recolhimento é feito pelo Estado e os recursos repassados ao fundo. Segundo Albuquerque, o Fundepec faz balancetes trimestrais de prestação de contas aos produtores. Nos setores de aves e suínos, o recolhimento é feito por cabeça abatida junto aos frigoríficos.
O produtor viu a importância de formar o Fundepec, no começo deste ano quando houve o foco de ‘‘scrapie’’, nome popular da doença paraplexia enzoótica ovina, que atacou ovinos no Paraná no ano passado. Na época foram sacrificados dois rebanhos inteiros. Por se tratar de doença exótica, a indenização pela morte dos animais teria que ser paga pelo Ministério da Agricultura.
Mas o Fundepec adiantou o valor da indenização aos criadores, para depois ser ressarcido pelo governo federal. ‘‘Ocorre que até hoje, o Ministério da Agricultura ainda não pagou as indenizações’’, disse Albuquerque. Segundo ele, não fosse o fundo, os criadores ainda estariam esperando pelo pagamento das indenizações, cujo valor foi de R$ 140 mil. Esses recursos foram tirados de uma conta oriunda do cadastro das empresas, destacou.
O Fundepec é dirigido por entidades representativas dos produtores como Faep e Ocepar, entre outras.

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