Um grupo de técnicos e executivos de várias instituições dos setores governamental e privado, incluindo o Iapar, Embrapa, Universidades, Sociedade Rural e empresas dos setores agropecuário e agroindustrial, criou a Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento do Agronegócio (Fapeagro) - pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos e com autonomia administrativa e financeira. É regida, como todas as fundações, pelo Ministério Público do Paraná, através das Curadoria de Fundações.
Os objetivos da Fapeagro são vários (ver box nesta página) destacando-se os de promover, colaborar e executar programas, projetos e atividades do agronegócio, visando o seu aprimoramento técnico e científico. Nesse sentido, serão desenvolvidas ações que visem oferecer parcerias e instrumental técnico necessários à realização de atividades diversas como pesquisas, aperfeiçoamento de recursos humanos, organização de eventos, aprimoramento profissional para técnicos e dirigentes de empresas, além do intercâmbio de informações e serviços entre as empresas que atuam no agronegócio e as instituições de pesquisa, ensino e extensão.
A Fapeagro, traduzindo para uma interpretação mais simples, quer ser o instrumento que vai pôr em prática - a serviço de empresas, do próprio governo e comunidade - todo conhecimento que as instituições de pesquisas acumularam ao longo de vários anos. Mas, para isto precisa criar demandas que vai converter
em recursos. Vai vender serviços.
Presas às amarras do Estado, as instituições e seus técnicos carecem de flexibilidade administrativa e jurídica para transferir suas tecnologias e serviços. A Fundação - uma estrutura enxuta, flexível e independente - se propõe a ser o elo entre os setores que demandam conhecimentos técnicos e as instituições oficiais. A autonomia financeira da nova organização permite a busca desse conhecimento em outras fontes, inclusive da iniciativa privada.
Gerência e articulação ‘‘A Fundação é iniciativa de um grupo de pesquisadores com a finalidade de apoiar a pesquisa e o desenvolvimento de atividades relacionadas ao agronegócio. No fundo, o que queremos é implementar essas ações através de parcerias com a iniciativa privada; captar demandas e agilizar o atendimento dessas demandas junto às instituições oficiais’’. A definição é de Alberto Sérgio Rego Barros, diretor-presidente da Fapeagro, designado pelo Conselho Curador da Fundação. O Conselho representa a comunidade técnica de várias instituições e empresas, sendo a precursora da idéia de criação da Fundação. Alberto é pesquisador do Iapar, na área de tecnologia de sementes.
Para Sérgio Dotto, pesquisador da Embrapa e presidente do Conselho Curador da Fapeagro, a Fundação vai propiciar melhor gerenciamento dos recursos resultantes das parcerias entre instituições públicas e iniciativa privada. Além de aumentar a captação de recursos para as instituições oficiais, a Fundação fará com que esses recursos fluam mais rapidamente.
Além disso, segundo Sérgio Dotto, a Fundação, enquanto gerenciadora de atividades, vai motivar uma maior aproximação entre a iniciativa privada e instituições técnico-científicas oficiais. Surgirão maiores chances de desenvolvimento de projetos em conjunto. Por outro lado, as instituições oficiais vão ter chance de oferecer muito mais serviços principalmente nas áreas científica, colocando em prática todo o conhecimento acumulado em desenvolvimento de plantas, manejo de solos, pragas e doenças, treinamento e gerenciamento de recursos humanos.
Em busca de recursos Ajustadas ao setor público, essas instituições nem sempre têm mobilidade suficiente para prestar esses serviços ao desenvolvimento econômico e técnico, explica Dotto. Já através de uma fundação como a Fapeagro, pela sua formação jurídica e regime estatutário, os resultados desses órgãos de pesquisa devem chegar mais rapidamente ao usuário, cumprindo seus objetivos de promover o desenvolvimento, além do sentido maior de levantar recursos.
Na opinião de Dotto, a Fapeagro vai estimular o desenvolvimento de muitos projetos de pesquisa que não seriam executados por exclusiva falta de agilidade de recursos do setor público. Com isso, as instituições vão poder explorar melhor todo o seu potencial. O País ganha muito com a atuação de fundações como a Fapeagro porque muitos pesquisadores que hoje ficam na dependência da burocracia oficial para levar avante seus trabalhos, vão poder avançar e produzir os frutos de suas descobertas. Sempre haverá quem se interesse por essas tecnologias e a Fundação terá também esta função: a de viabilizar, na prática, conhecimentos que não estão convertendo o benefício econômico e social que têm condições de oferecer.
Outra ação que pode ser atribuída à Fundação é a captação de recursos para os institutos oficiais através de agências financiadoras tradicionais como Finep e Fundação Banco do Brasil, entre outras.

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