Fundação Getúlio Vargas premia doze empresas
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quarta-feira, 15 de agosto de 2001
Agência Estado<BR>Do Rio de Janeiro 
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) entregou ontem o Prêmio Excelência Empresarial a 12 empresas cujos desempenhos foram destaque no ranking das 500 maiores companhias do País, divulgado nesta semana pela fundação. Os principais critérios considerados para a premiação foram nível de endividamento, liquidez corrente total e a rentabilidade do patrimônio líquido.
As empresas premiadas foram a Aracruz, Carbocloro, Vale do Rio Doce, Camargo Corrêa, Embraer, Embraco, Votorantim, Mahle Metal Leve, Makro, Petrobras, Souza Cruz e Telemar-Minas.
O diretor do Centro de Estatísticas e Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, explicou que a instituição está buscando aprofundar a análise do endividamento das companhias por entender que esse é um ''fator crucial para atingir a excelência''. O argumento é que essas empresas estão mais alavancadas (endividadas com recursos de terceiros), o que as torna mais eficientes.
O presidente da Petrobras (que também liderou o ranking das 500 maiores), Henri Philipe Reichstul, falou em nome dos premiados. Ao sair da cerimônia, demonstrou preocupação com os boatos de uma possível fusão entre a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Para ele, o assunto deve ser analisado com cuidado, já que o mercado de refino e distribuição de combustíveis será aberto no próximo ano e exigirá uma atenção específica do órgão regulador.
Outro premiado, o presidente do grupo Makro Atacadista, Sérgio Giorgette, aproveitou a oportunidade para anunciar que concluiu nesta semana as negociações para a instalação de uma nova loja da rede na marginal do Tietê, na altura do bairro da Lapa, em São Paulo. Segundo ele, a loja deverá ser inaugurada em outubro, terá uma área de 7 mil metros quadrados e receberá investimentos de cerca de R$ 15 milhões.
Ele disse também que a empresa está estudando a abertura de três lojas no Estado do Rio de Janeiro, que deverão receber investimentos médios de R$ 15 milhões.


