Para pressionar os vereadores a votarem favoráveis ao novo projeto da Muralha, uma rede de supermercado da cidade mandou às galerias da Câmara funcionários, promotoras de vendas, representantes comerciais e até senhoras do grupo da terceira idade que fazem ginástica no estabelecimento.
''Somos muito amigas do gerente. Ele pediu para a gente vir aqui. Acho que a lei é importante porque faz com que os novos supermercados se instalem fora do Centro'', disse a aposentada Maria Aparecida da Silva.
Muitos funcionários presentes nas galerias demonstraram não ter a mínima noção sobre a lei. ''Se a gente tem um terreno, a gente tem direito de fazer o que quer. Então o mercado também tem'', disse uma mulher.
Já o representante de uma marca de feijão, Rodnei Benvenho, 40 anos, negou ter ido à sessão para defender interesses pessoais. ''Defendo a Muralha como cidadão porque o centro da cidade não comporta mais grandes supermercados e precisamos valorizar os bairros.''
O advogado Leandro Carminatti também foi à Câmara defender o projeto. Ele diz que o trânsito da cidade não comporta novos empreendimentos. ''A lei traz grandes benefícios para toda a cidade'', disse, negando advogar para os interessados diretos no projeto. (N.B.)
A professora aposentada Aparecida Helena do Nascimentos, moradora da Rua Piauí, também declarou que foi ao Legislativo defender o centro da cidade. ''Não temos lugar para estacionar, o trânsito flui muito devagar'', justifica. (N.B.)

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