Funcionários temem férias coletivas
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quinta-feira, 09 de dezembro de 2004
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
A investigação da Polícia Federal no Frigorífico Margem, aliada à suspensão dos abates, começa a preocupar os funcionários da empresa. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Alimentação de Maringá, Rivail Assunção da Silveira, a indústria está parada há uma semana. ''Há comentários de que serão decretadas férias coletivas'', disse. Ele informou que as quatros unidades do Margem no Estado somam dois mil funcionários. Os salários tem sido pagos regularmente, assim como a primeira parcela do 13º salário.
O gerente-administrativo do Margem em Maringá, Edson Nagai, negou as informações prestadas na região e a possibilidade da empresa decretar férias coletivas. Segundo ele, a indústria continua operando normalmente. ''Houve redução nos abates por fatores de mercado. O câmbio está desfavorável'', alegou.
A crise do abatedouro veio à tona no dia 1º de dezembro, quando a Operação Perseu, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em conjunto com técnicos do Ministério da Previdência Social e com a Procuradoria da República, prendeu 12 pessoas ligadas à empresa inclusive os três sócios acusados de sonegar impostos e contribuições previdenciárias em oito Estados do País. O prazo para mantê-los em prisão provisória termina amanhã. A ação cumpre 63 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão.
No Paraná, a única ação da Operação Perseu foi realizada em Paranavaí. Na unidade do Margem do município, a PF de Maringá cumpriu mandado de busca e apreensão com recohimento de computadores e notas fiscais.


