Funcionários querem reintegração pela montadora francesa
Há quase um ano, Josué Antonio da Silva, 37 anos, passa o dia em casa, sem fazer nada. Com rompimento de tendões nos dois ombros, reclama de dor dia e noite, em qualquer posição. Demitido da Renault onde trabalhou três anos no setor de montagem como soldador entre 13 ex-funcionários que brigam pela reintegração na empresa, Josué é quem tem mais chances de ter um final feliz para sua história. Ele aguarda, apenas, o resultado das negociações entre a empresa e o sindicato.
Na última reunião, dia 9, a empresa propôs um acordo para Josué, que prevê o pagamento de tratamento e medicamentos até a sua reabilitação. Se necessário, se propõe a pagar um curso de 2º grau para recolocá-lo em outra profissão mais leve. O Sindicato ainda está analisando a proposta com suas assesssorias jurídicas.
Dos 120 casos de suspeitas de DORT que surgiram em 1999, 13 todos demitidos continuam sendo assistidos pelo Sindicato e negociados junto à empresa. O Sindicato afirma que três (Josué Antonio da Silva, Adilson de Matos e Alcione Romualdo Silva) são reconhecidos pelo INSS com a sigla B91, que caracteriza Acidentes de Trabalho. Os outros 10 têm a sigla B31, que significa doença comum.
A Renault discorda, e chegou a contratar uma empresa especializada em Doenças do Trabalho para avaliar o nexo causal das doenças. Ou seja, vistorear o local onde os empregados trabalhavam, suas funções, que órgãos do corpo eram mais solicitados e confrontar com os sintomas dos funcionários para definir se há ou não relação entre o trabalho exercido e a doença reclamada.





