Funcionários protestam contra interdição de empresa
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segunda-feira, 05 de julho de 2010
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Funcionários da unidade da empresa de fertilizantes Heringer do distrito de Alexandra, em Paranaguá (Litoral), realizaram ontem um protesto contra a paralisação das atividades da firma, determinada judicialmente há dois meses. Eles fizeram uma carreata, que partiu de Alexandra e passou pelas principais ruas da Região Central.
Na semana passada, a Justiça Federal manteve uma liminar do final de abril, que determinava a interdição completa dos trabalhos. A Justiça negou pedido de liberação parcial das atividades apresentado pela empresa e apontou que a Heringer continua a oferecer riscos ao meio ambiente e à saúde da população local. O juiz federal Marcos Josegrei da Silva determinou também que a empresa mantenha o emprego de todos os funcionários e o pagamento dos salários.
No protesto de ontem, os funcionários criticaram os argumentos apresentados pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) e pelo Ministério Público Federal (MPF), autores da ação.
''O risco à saúde de que estão falando é mentira. Se tivesse algum problema, os funcionários seriam os primeiros a sentir os efeitos, mas ninguém ficou doente'', disse Jucele Isabel da Silva, funcionária da Heringer e uma das líderes da manifestação. Ela afirmou ainda que a empresa está com as licenças ambientais em dia. Segundo os manifestantes, a direção da Heringer não teve nenhuma participação no protesto de ontem. Os trabalhadores temem que a continuidade da paralisação das atividades resulte em demissões. Aproximadamente 460 funcionários trabalham na unidade de Alexandra.
O MP-PR e o MPF informaram que requereram a declaração de nulidade da licença ambiental concedida pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para a empresa, o que já havia sido deferido liminarmente pela Justiça. Alegaram que a Heringer está localizada em área de preservação permanente e tem alta potencialidade poluidora. No dia 15, será realizada audiência de conciliação. Procurada pela FOLHA, a empresa não quis se pronunciar.


