Em assembléia geral realizada no início da manhã de ontem os funcionários do Banestado resolveram suspender a greve iniciada na terça-feira. A paralisação foi motivada porque a direção do banco não aceitava negociar um termo de compromisso de manutenção dos empregos. Como na quarta-feira foi marcada uma reunião para a próxima segunda-feira com o presidente do Banestado, Reinhold Stephanes, os funcionários do banco resolveram retomar o trabalho.
‘‘Foi agendada outra assembléia dos trabalhadores para quarta-feira, dependendo da posição do presidente sobre o termo de compromisso, podemos iniciar uma greve geral na próxima semana’’, antecipou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Paraná, Roberto Van Der Osten.
‘‘Queremos a assinatura de uma salvaguarda para os funcionários e a direção do Banestado pretende deixar que essa negociação seja feita com o futuro proprietário do banco.’’
Para Van Der Osten, a liberação do leilão do Banespa (Banco do Estado de São Paulo) pelo Supremo Tribunal de Justiça na noite da última terça-feira não é favorável para o Banestado. ‘‘Agora o governo vai querer apressar a venda do banco do Paraná e o maior prejudicado será o povo paranaense, que pode ficar sem saber o que realmente aconteceu nas finanças do banco estatal.’’
Para o presidente da CUT, a privatização do Banestado deveria ser antecedida por um plebiscito onde toda a população do Paraná votaria a favor ou contra a venda.
‘‘Também precisamos de investigações que apontem osresponsáveis pelo escândalo da Banestado Leasing e da compra de precatórios podres, só para citar alguns exemplos de fatos que precisam ser esclarecidos pelo governo à população.’’ (Emerson Cervi)

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