Os funcionários do Banestado entram em greve a partir de hoje em todo o Estado. A decisão foi tomada ontem. A iniciativa da greve ganhou força depois de uma reunião com representantes do Banestado, onde se discutiria garantia de direitos e reajuste salarial. Como o banco não atendeu ao pedido, eles optaram pela paralisação.
‘‘Queríamos garantia do pagamento de horas extras e também precisávamos estar certos de que não haveria demissão logo em seguida da privatização’’, afirmou o presidente da CUT e membro do Sindicato dos Bancários, Roberto van der Osten. Hoje pela manhã, o sindicato faz assembléia em frente à agência da Monsenhor Celso, no Centro de Curitiba. A paralisação começa, entretanto, pelo Conglomerado Banestado.
Em campanha salarial desde o início de setembro e sem avanços significativos em um mês, os bancários começam a se mobilizar com mais intensidade em favor de reajustes salariais e melhoria das condições de trabalho. Se em novembro as negociações não avançarem, os bancários pretendem iniciar greves por tempo indeterminado.
Em Londrina, a agência centro do HSBC ficou fechada até o meio-dia de ontem. Os 37 funcionários da agência só puderam entrar no banco ao meio-dia. A categoria reivindica 9,21% de reposição nos salários. (Carmem Murara, Emerson Cervi e Cláudia Lopes)

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