Curitiba - Os funcionários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fizeram quinta e ontem uma paralisação de 48 horas como um alerta para mostrar que os servidores federais não aceitam a proposta de reajuste de 0,01% nos salários em 2005. De acordo com Ademir Rossi, coordenador do Núcleo Paraná da Associação Nacional dos Servidores do IBGE (Assibge), a proposta foi um ''deboche'' e tem que ser rejeitada através de movimentos fortes e que demonstrem a indignação dos funcionários públicos federais.
A greve pode se tornar por tempo indeterminado. Tudo irá depender de uma assembléia geral, marcada para 8 horas de segunda-feira. ''Vamos avaliar a nossa paralisação de 48 horas e decidir se entraremos em greve no Paraná, acompanhando o IBGE do Rio de Janeiro, que já fechou as portas'', disse Rossi. Os servidores estão reivindicando 18% de reajuste emergencial, plano de cargos e carreiras, incorporação das gratificações nos salários e isonomia salarial entre ativos, inativos e pensionistas.
Os servidores pedem ainda concurso público para o nível médio. O último concurso realizado teria sido em 1986. O governo federal já sinalizou com a realização de concurso, abrindo 820 vagas no Brasil para técnicos do nível médio. Entretanto, uma proposta salarial só deverá ser apresentada no dia 27 de setembro. ''Temos medo de esperar até lá para iniciarmos uma negociação. Queremos uma decisão com urgência'', reclamou o servidor.
Em todo o Paraná, são 183 funcionários ativos do IBGE e outros 126 contratados temporariamente (por até dois anos). ''A tendência é de greve geral'', concluiu Rossi.

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