Funcionários do BB terminam greve em Curitiba
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quinta-feira, 16 de outubro de 2003
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba Funcionários do Banco do Brasil (BB) retornam hoje ao trabalho. Eles aceitaram a proposta de reajuste salarial encaminhada ontem pela manhã para a coordenação nacional do movimento grevista. De acordo com a presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana, Marisa Stédile, o BB resolveu adotar a tabela de reajuste da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
Para o presidente da Federação dos Bancários da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Adilson Stuzata, o banco só melhorou a proposta por causa do aumento significativo da greve nesta quinta-feira. Ontem, as agências bancárias da Região Metropolitana de Curitiba também fecharam.
A proposta aprovada em assembléia da categoria prevê um reajuste salarial de 12,6% sobre todas as verbas salariais, inclusive o vale-refeição para comissionados, para todos os funcionários; reajuste de 12,6% no auxílio-refeição (R$ 11,67), auxílio creche (R$ 127,67) e indenização por morte e invalidez decorrente de assalto; cesta alimentação de R$ 200,00; abono salarial de R$ 1.500,00 e participação nos lucros reais relativa ao primeiro semestre de 2003 de 40% do salário, mais valor fixo de R$ 325,00, com teto de R$ 2.308,50, paga em até 10 dias após a assinatura do acordo.
Os bancários conseguiram também outras vitórias. Dentre as quais, acabar com o banco de horas. O BB se comprometeu a pagar todas as horas extras feitas nas dependências com salário e compensação em folgas. Em 15 dias, o BB vai instalar um grupo de trabalho paritário para debater um novo plano de cargos comissionados e um plano de cargos e salários. O banco reconheceu ainda que os delegados sindicais terão estabilidade de emprego, na proporção de um delegado para cada 80 funcionários. Os bancários ganharam ainda o direito a uma pausa de dez minutos a cada hora trabalhada nas salas de auto-atendimento.
A assembléia da Caixa Econômica Federal (CEF), que avaliaria ontem a adesão à greve nacional, iniciou por volta das 19 horas. Até o fechamento desta edição ainda não havia o resultado da assembléia. Marisa Stédile informou que a probabilidade era a de greve, já que a direção nacional da CEF não havia apresentado uma proposta de reajuste salarial.


