Para satisfação dos bancários em greve, os funcionários do Banco do Brasil decidiram manter a paralisação apesar do interdito proibitório que, na teoria, exige dos manisfestantes uma distância mínima de 50 metros a partir das agências. Nos bancos privados que conquistaram apoio da Justiça (Bradesco, Itaú, HSBC e Sudameris) os funcionários foram obrigados a voltar ao trabalho.
Essa diferença está causando muitos transtornos porque a compensação de cheques continua independentemente da greve. O motorista Adauto Jonas da Silva está devendo R$ 300,00 ao cheque especial porque sua conta ficou descoberta. ''Não depositei porque achei que a compensação seria interrompida e que ninguém processaria meu depósito. Queria tirar algumas dúvidas, mas não encontro ninguém para me ajudar'', disse o motorista, ontem à tarde.
Para a assistente administrativa Bianca Bittencourt, a greve está tomando muito tempo da população. ''Existem poucos caixas eletrônicos para depósito e isso aumenta as filas. Além disso, a gente não sabe quando é que o dinheiro será depositado na conta'', reclama a moça que defende outro meio de reivindicação entre os bancários.
Na opinião do ex-delegado da Polícia Federal Benedito Garcia toda greve é válida desde que não prejudique a população. Até o momento, a paralisação não atrapalhou sua vida porque ele usa o banco, basicamente, para receber sua aposentadoria. ''Na verdade, acredito que os mais prejudicados são aqueles que recebem dinheiro do exterior porque precisam consultar os funcionários. Com os caixas eletrônicos funcionando, a maioria das pessoas consegue resolver seus problemas'', disse o aposentado. De acordo Joseph Sonego, diretor de comunicação do Sindicato dos Bancários de Londrina, a categoria mantém a greve, mas deverá mudar sua estratégia de ação.

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