Funcionários do Banestado podem parar semana que vem
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quarta-feira, 27 de setembro de 2000
Emerson Cervi De Curitiba 
Os funcionários do Banestado decidiram recorrer ao Conselho de Administração do banco para negociar a pauta de reivindicações dos trabalhadores antes da privatização. Se a estratégia não tiver resultados positivos até o fim dessa semana, deve ser iniciada uma greve por tempo indeterminado no banco. No início do mês o sindicato dos bancários de Curitiba e Região Metropolitana havia entregue as reivindicações à diretoria do Banestado, mas até ontem não tinha conseguido avançar nas negociações. Recorremos ao conselho por ser superior à diretoria. Se não houver negociação agora, ficará evidente a falta de vontade do banco para discutir, diz o presidente do sindicato, José Daniel Farias.
A pauta de propostas possui quatro itens principais. Os funcionários querem garantia de emprego por cinco anos; a manutenção do fundo de pensão (Funbep) e do plano de saúde pelo mesmo perído; permanência da sede administrativa do banco no bairro Santa Cândida, e que as agências do interior não sejam fechadas. Se eles não puderem dar os cinco anos, nós queremos discutir que prazo é viável, pode ser dois ou três anos, mas o que não pode acontecer é o banco se negar a tratar do assunto, afirma o presidente do sindicato.
Os bancários também querem a prorrogação do aditivo de trabalho por seis meses. Pelo contrato coletivo, o aditivo tem validade até fevereiro. O sindicato está pedindo ao Conselho que ele seja prorrogado até setembro de 2001. O Banespa concedeu a prorrogação por um ano, não seria tão difícil atender a essa reivindicação no caso do Banestado.
Hoje, o sindicato realiza uma assembléia no centro da cidade, reunindo funcionários de agências bancárias para tratar do assunto. Ontem pela manhã, a assembléia foi na entrada da sede administrativa do banco, no bairro Santa Cândida. Aproximadamente 900 pessoas participaram da assembléia.
Ontem mesmo as propostas dos funcionários foram apresentadas na reunião do Conselho de Administração. Os conselheiros pediram um prazo para analisar as reivindicações. Amanhã haverá outra reunião, e, se não houver indícios para negociar, os sindicalistas garantem que começam a paralisação pelo interior.


