RIO - Depois de cercar o leilão do Banerj com ações judiciais destinadas a pelo menos dificultar a sua venda, os funcionários da instituição mostravam-se eufóricos ontem com a suspensão da operação. ‘‘Nós entramos com 11 ações e uma acabou acertando no alvo’’, comemorava, na Rua Primeiro de Março, junto à Bolsa de Valores do Rio de Janeiro - onde seria realizado o leilão -, o diretor da Associação dos Funcionários do Banerj, Ronald Barata. ‘‘Agora, o que nós queremos é suspensão do processo para uma federalização do Banerj, pois desejamos conversar com gente que saiba negociar’’, afirmou.
De acordo do com ele, com a medida cautelar obtida ontem e que deixava claro que quem comprasse o Banerj poderia vir a ter de, depois, pagar mais pelos seus imóveis, a serem reavaliados, não havia mais como fazer o leilão, já que ninguém faria lances.
A associação e o Sindicato dos bancários no Rio atuaram em conjunto com o advogado e ex-deputado Marcello Cerqueira, durante três semanas, para levar à Justiça qualquer possibilidade de suspensão do leilão. ‘‘Cerqueira atuou mais como um militante do que como um advogado’’, disse Barata, durante manifestação feita por cerca de 200 opositores à privatização. Os funcionários também fizeram ontem uma greve, que deixou praticamente todas as suas agências fechadas.

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