Funcionários decidem voltar ao trabalho
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sexta-feira, 02 de fevereiro de 2001
Emerson Cervi De Campo Largo 
Os 250 funcionários da unidade da Crhysler em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba, decidiram voltar ao trabalho ontem de manhã, mesmo sem a garantia de manutenção do emprego que vinham exigindo. A decisão foi tomada depois que o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, se comprometeu com a Força Sindical de tentar agendar uma reunião entre diretores da Chrysler no Brasil e representantes dos trabalhadores. O compromisso foi assumido durante um encontro na terça-feira, em Brasília. A data da reunião depende da agenda do ministro, segundo o presidente da Federação dos Metalúrgicos do Paraná, Claudio Gramm.
Na terça-feira, depois que a direção mundial da montadora anunciou que suspenderia a produção da picapes Dakota em Campo Largo e fecharia outras cinco unidades em todo o mundo, os metalúrgicos fizeram piquete e não trabalharam. O primeiro passo já foi dado, agora vamos continuar falando com os governos federal e estadual para evitar as demissões, dise Gramm.
De acordo com o sindicalista, a qualquer nova manifestação do governo ou da direção da empresa os funcionários podem voltar a paralisar as atividades. Em assembléia, ontem, os metalúrgicos aprovaram a representação regional da Federação Nacional da Força Sindical. De acordo com Gramm, os trabalhadores não confiam no sindicato local, que é o representante oficial.
A fábrica de Campo Largo ainda não teria encerrado as atividades porque não completou os 48 meses de atividade previstos no protocolo de intenções. Se isso acontecesse antes de abril de 2001, a Chrysler teria que pagar em cota única os valores de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido nos últimos 4 anos. A empresa e o governo estão preocupados em não arcar com os prejuízos financeiros, mas nós temos interesse em evitar o impacto social no município de Campo Largo, completou Gramm.


