Representantes dos funcionários do Banestado de todo o País se reúnem amanhã, em Curitiba, para discutir os rumos da instituição, que está sendo preparada pelo governo estadual para ser privatizada. Segundo a coordenadora do 13º Encontro Nacional dos Funcionários do Banestado, a presidenta da Federação dos Trabalhadores das Empresas de Crédito do Paraná (Fetec/PR), Marisa Stédile, 80 representantes da categoria devem participar do evento.
Marisa disse que no encontro deste ano serçao discutidas principalmente as perspectivas das relações de trabalho e as cláusulas sociais acordadas entre o Banestado e os funcionários, que poderiam não ser respeitadas depois da venda do banco. ‘‘Mesmo com a privatização, os direitos que já estão incorporados terão de ser assumidos pelo novo proprietário’’, disse.
Entre as principais discussões que os bancários pretendem abordar está a manutenção de um acordo assinado em março de 1997 que manteve as horas-extras recebidas pelos trabalhadores e previu a incorporação desses direitos aos salários. Esse acordo também definiu a estabilidade no emprego, por dois anos, e reduziu o adicional por ano trabalhado, de R$ 11,85 para R$ 7,50. Segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) essa diminuição representou uma redução média salarial de 5,5%.
Esse acordo também suspendeu a licença-prêmio e do abono assiduidade (até cinco dias somados ao período de férias com opção de pagamento em dinheiro). ‘‘O acordo vai ser avaliado para que possamos trabalhar para diminuir o ônus sobre os funcionários do banco’’, disse Marisa Stédile.

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