Os 240 funcionários das Furnas Centrais Elétricas S.A. de Foz do Iguaçu fizeram greve ontem, deixando o controle da subestação, que é responsável por 26% da transmissão de energia do País, nas mãos de apenas quatro operadores durante 12 horas.
Os manifestantes fizeram um piquete e afixaram faixas em frente à empresa por volta das 5 horas, exigindo reajuste de 10% e reposição das perdas salariais dos últimos cinco anos. ‘‘Só começamos a greve porque já marcamos três reuniões com a diretoria. Todas foram canceladas na última hora, sem qualquer explicação’’, disse o diretor de comunicação do Sindicato dos Eletricitários de Foz (Sinefi), Paulo Vitor Gautério.
A proposta inicial dos grevistas era manter a paralisação por 24 horas, mas uma assembléia realizada por volta das 13 horas, mudou os rumos do protesto, transformando-o em um ‘‘aviso aos responsáveis’’. Os riscos de blecaute aumentam com a falta de acompanhamento dos operadores, que controlam a transmissão de 11 mil megawatts da Hidrelétrica Binacional de Itaipu, o que garante 46% da energia usada pelo Estado.
A Folha tentou entrar em contado com o chefe de Departamento, José Maurício Zaroni, mas não obteve resposta.
A subestação de Foz recebeu no mês passado o ISO 14001, certificado internacional destinado às empresas que desenvolvem o chamado SGA, Sistema de Gestão Ambiental.
A empresa é a primeira do setor de distribuição de energia elétrica da América Latina e foi a terceira do mundo a obter o certificado de qualidade, dado a duas unidades. A primeira a receber foi a subestação de Ibiuna (SP), em novembro de 1998. Atualmente, Furnas possui 44 subestações espalhadas pelo País.

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