Os empregados da Volkswagen/Audi, de São José dos Pinhais, aceitaram a proposta da empresa para a data-base deste ano, em assembléia realizada ontem às 14h30, em frente à fábrica. Todos os empregados receberão reajuste salarial de 6,96% (índice da inflação do período, pelo INPC). O piso salarial passa de R$ 500,00 para R$ 600,00.
A jornada de trabalho será reduzida de 44 para 43 horas semanais a partir de segunda-feira, sem diminuição do salário, o que representa um ganho de 2,33% sobre os pagamentos dos empregados. A redução valerá até a próxima data-base dos metalúrgicos da região, em setembro de 2001.
As horas não trabalhadas durante a greve, já descontadas pela empresa dos salários de outubro, serão pagas no dia 8 deste mês. Em contrapartida, os empregados aceitaram repor as horas em débito, devido à greve, no ano que vem. Serão compensadas 13 horas, em média, a partir de janeiro de 2001.
A Volkswagen/Audi também pagará 8% a mais sobre os salários dos empregados, independentemente do alcance das metas de produtividade e qualidade, até que o programa de remuneração variável (sistema de bonificação salarial atrelado a metas) seja implantado em alguma outra fábrica da Volkswagen do Brasil.
Com a aprovação da proposta e o acordo entre a montadora e os empregados, acaba o processo do dissídio coletivo que seria julgado na Justiça do Trabalho, no dia 20 deste mês, em Curitiba. A Volkswagen/Audi tem 3.500 empregados e produz cerca de 500 carros por dia (Golf e Audi A3).
RecusaO presidente da Federação dos Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Paulo Sérgio Ribeiro Alves, disse ontem que não houve avanços nas negociações da categoria com os sindicatos patronais. Anteontem e ontem, os metalúrgicos participaram de reuniões com representantes da indústria automobilística e de segmentos como eletroeletrônico, esquadrias metálicas, autopeças, lustres e lâmpadas.
Segundo Alves, os metalúrgicos rechaçaram a proposta dos sindicatos patronais que prevê 6,5% de reposição da inflação à categoria, com data-base em novembro. ‘‘Rejeitamos a proposta na mesa de negociações’’, disse o presidente da Federação, que acredita numa grande adesão de trabalhadores à greve da categoria, prevista para o dia 7, terça-feira.

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