Cerca de 700 funcionários da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), desde agrônomos, veterinários e administrativos, realizam hoje e amanhã uma greve. A decisão foi tomada depois que o governo anunciou que pretendia retirar o índice de periculosidade pago nos salários de médicos veterinários e engenheiros agrônomos. A gratificação representa um adicional de 30% sobre o salário-base dos técnicos. Além disso, os funcionários pedem a implantação do Plano de Cargos e Salários.
A greve foi anunciada no último dia 15, mesmo depois de duas reuniões com o secretário da Administração, Ricardo Smijtink, que prometeu acelerar a adoção do Plano de Cargos e Salários, previsto para a categoria, e reforçar o quadro funcional com a contratação de mais 21 profissionais, já aprovados em concurso público há dois anos. Além disso, o governo prometeu realizar um novo concurso para suprir a perda de funcionários.
Segundo Norberto Ortigara, diretor-geral da Seab, a retirada da periculosidade será compensada com outro adicional, o de insalubridade, que terá um índice gradual de 10, 20 ou 40%. Esse adicional será pago aos funcionários que comprovadamente passam por áreas de risco.
A implantação do Plano de Cargos e Salários, outra reivindicação, acabará com a defasagem de salários. Mas, segundo Ortigara, ele só poderá ser implantado em fevereiro do ano que vem, quando o governo promete apresentar uma proposta à Assembléia Legislativa.
O diretor-geral da Seab diz que o governo entende que é preciso realizar mudanças. Para ele, a greve de dois dias será prejudicial. A paralisação nos serviços da Defesa Sanitária preocupou também as lideranças da agropecuária, que temem prejuízos em seus negócios no momento em que a comercialização de produtos agrícolas está aumentando no mercado externo e interno.

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