Curitiba - O fim da greve por tempo indeterminado não ocorreu em todas as montadoras do Paraná. Os metalúrgicos da Renault e da Nissan decidiram, em assembléias, encerrar a paralisação que começou no dia 20 de setembro e voltaram ao trabalho ontem. Na Volkswagen, os trabalhadores do primeiro turno aprovaram o final da greve com 60% do votos na assembléia que aconteceu na porta de fábrica às 5h30. Mas, na assembléia da tarde, não houve consenso. Ontem, aconteceria uma nova assembléia com os funcionários do segundo e terceiro turnos às 22h40 para decidir pelo retorno ao trabalho ou pela continuidade da paralisação.
Caso não houvesse consenso ontem na assembléia dos funcionários da Volkswagen, o Sindicato dos Metalúrgicos pretendia dar um prazo de 48 horas para a empresa reabrir a negociação. Ontem, os empregados das montadoras trabalharam normalmente.
Os metalúrgicos da Renault e da Nissan aceitaram a proposta discutida na última terça-feira no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) entre o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba e o Sinfavea (entidade patronal que representa as montadoras). Foi decidido um reajuste salarial de 7,44% em dezembro e R$ 1.500,00 de abono em outubro. Das 35 horas paradas (quatro dias de greve e três horas de protesto), 11 seriam abonadas e as 24 restantes compensadas ou descontadas em duas parcelas, metade no salário de outubro e metade em novembro.
A paralisação dos metalúrgicos das montadoras de Curitiba e Região Metropolitana, começou no dia 20 de setembro. De acordo com levantamento realizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos, até agora, a Volkswagen deixou de produzir 3.320 veículos, a Renault 2.800 e a Nissan outros 360 automóveis. A planta de São José dos Pinhais da Volks emprega cerca de 3,6 mil trabalhadores, com média salarial de R$ 1.600,00. Nela, são fabricados os modelos Fox (de duas e quatro portas), Crossfox, Fox Europa e Golf. Do total da produção, 70% é comercializado no mercado interno. O restante é exportado para países da América e Europa.
Na Renault de São José dos Pinhais são fabricados os modelos Clio, Scenic, Logan, Megane e Megane Grand Tour. Cerca de 80% da produção é vendida no Brasil. O restante é exportado para a Argentina, México, Uruguai e Chile. A montadora francesa instalada no Paraná emprega 3 mil trabalhadores. A média salarial é de R$ 1.400,00. Já a Nissan, cuja fábrica é anexa à da Renault, produz os modelos Máster e Xterra. Cerca de 90% da fabricação é comercializada no mercado interno, com o restante sendo exportado para a Argentina, Uruguai e Chile.

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