Funcionários da Petrobras fazem greve de advertência
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 03 de maio de 2007
Karen Camacho<br> Folhapress 
São Paulo - Os funcionários da Petrobras, organizados pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), realizaram ontem uma paralisação de 24 horas e ameaçam fazer greve por tempo indeterminado se a estatal não atender suas propostas, o que resultaria em parar a produção.
A chamada greve de advertência, de 24 horas, será realizada em três pontos diferentes, até 10 de maio e envolverá os cerca de 40 mil funcionários da Petrobras. O objetivo é pressionar a estatal já que, segundo a FUP, as reivindicações são feitas há um ano e meio.
Os servidores querem implementação de novo plano de cargos e salários retroativo a 2006 e defendem, dentro da proposta, a valoração dos cargos e as novas regras de reenquadramento, a mobilidade na tabela salarial e o descritivo dos cargos.
Ontem pararam as bases na bacia de Campos, que envolve 36 plataformas, as refinarias de Duque de Caxias e a Regap, em Minas Gerais, que somam cerca de 10 mil funcionários.
No dia 8 de maio param por 24 horas a Replan, em Campinas (SP), as refinarias do Paraná e de Manuas, as áreas de produção do Rio Grande do Norte, os terminais da Transpetro, subsidiária da Petrobras, de Paranaguá (PR), além de funcionários de São Paulo, Pernambuco e campos de produção do Espírito Santo.
A terceira paralisação de advertência, no dia 10 de maio, envolverá os funcionários das bases de campos de produção, refinarias e fábrica de fertilizantes da Bahia, Refap, no Rio Grande do Sul, Recap, em Mauá, na Grande São Paulo e terminais da Transpetro de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e áreas administrativas do Rio Grande do Norte e Espírito santo, além do edifício sede em São Paulo e da Six, fábrica de xisto localizada no Paraná.
No total, os petroleiros são organizados em 12 sindicatos, ligados à FUP. Hoje os funcionários voltam a se reunir com representantes da Petrobras.


