Os funcionários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero)
entraram em greve ontem por tempo indeterminado em vários aeroportos do País, incluindo o Afonso Pena, em São José dos Pinhais, em Londrina e Foz do Iguaçu, no Paraná. De acordo com o diretor do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) e representante do comando nacional de greve, Samuel Santos, a adesão no País foi de cerca de 80%.
Até o fechamento desta edição funcionários da Infraero de vários aeroportos do País como São José dos Pinhais, Congonhas (SP), Belém (PA), Vitória (ES), Manaus (AM), Galeão (RJ) e Brasília tinham decidido manter a paralisação. "A ideia é todos continuarem a greve amanhã (hoje)", disse. Os trabalhadores querem 16% de reajuste salarial e a manutenção dos serviços de assistência médica. A Infraero ofereceu 6,49% de reajuste.
O diretor do Sina, Wilson Vieira de Souza, disse que, em São José dos Pinhais, 120 dos 300 funcionários da Infraero tinham aderido ao movimento e aprovaram a continuidade da greve em uma assembleia que aconteceu na tarde de ontem. "Só vamos encerrar o movimento quando a Infraero apresentar uma nova proposta'", disse.
Segundo ele, no aeroporto de São José dos Pinhais estavam parados o terminal de cargas, o pátio de manobra, uma parte de engenharia e da administração. Os funcionários também colocaram faixas no saguão do aeroporto, promoveram um apitação das 9 às 11 horas e ainda fizeram uma caminhada ao redor do aeroporto. Segundo a Infraero, a operacionalidade do aeroporto não foi afetada.
No Aeroporto Governador José Richa, de Londrina, houve manifestação de manhã com faixas e 13 dos 141 funcionários tinham aderido ao movimento. De acordo com o superintendente da Infraero na cidade, Marcus Vinicius Rezende Pio, o aeroporto operou normalmente e atrasos e cancelamentos registrados estavam dentro da normalidade. Os trabalhadores também fizeram uma manifestação de manhã.
Até às 17 horas de ontem, o Aeroporto Afonso Pena, teve dez voos atrasados (13,3% do total de 75 voos) e cinco cancelados (6,7%). Em Foz do Iguaçu, os 17 voos programados não tiveram problemas até o fechamento desta edição. Em Londrina, dos 15 voos, três atrasaram e um foi cancelado.
No País, entre os 1.816 voos domésticos, 271 atrasaram (14,9% do total) e 98 foram cancelados (5,4%). Nos 104 voos internacionais, 21 atrasaram (20,2% do total) e seis foram cancelados (5,8%). Até o avião que levava a presidente Dilma Rousseff a São Paulo foi recebido por protesto de aeroviários no aeroporto de Congonhas.
Para manter os serviços essenciais e a operacionalidade dos aeroportos, a Infraero colocou em prática um plano de contingenciamento, que inclui o remanejamento de empregados, para reforçar as equipes nos horários de maior movimento. A empresa informou ainda que os salários dos empregados estão em dia, que não houve redução de benefícios e que negocia com o sindicato para chegar a um acordo coletivo.
Ontem, a Infraero entrou com um pedido de liminar no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para tentar suspender a greve. O tribunal decidiria ainda ontem se acataria ou não a requisição.

Imagem ilustrativa da imagem Funcionários da Infraero no Paraná aderem à greve
| Foto: Divulgação
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