Os funcionários da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Floresta, em Colombo (Região Metropolitana de Curitiba), decidiram ontem em assembléia encerrar a greve por reajuste salarial. A partir de segunda-feira eles voltam ao trabalho, mas continuam em estado de greve. A expectativa é que os funcionários consigam negociar o reajuste com a direção da Embrapa a partir de terça-feira.
Os 8,5 mil funcionários da Embrapa no Brasil estavam em greve desde quarta-feira. Em Colombo trabalham cerca de 160 servidores.
De acordo com o presidente da seção sindical da Embrapa Florestas e diretor de ciência e tecnologia do Sindicato Nacional das Instituições de Pesquisa em Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), Antonio Maciel Machado, a possibilidade de negociação salarial foi o que evitou a continuidade da greve.
‘‘Como a direção da Embrapa nos acenou com a possibilidade de aumento, não há porque continuar a paralisação’’, disse. Os funcionários da Embrapa estão reivindicando 20% de aumento por dois anos sem reajuste. A Embrapa ofereceu 2%. O diretor sindical acha possível que a negociação encontre um índice de comum acordo.
Em Londrina, os funcionários da Embrapa que participaram de assembléia geral, realizada ontem à tarde, rejeitaram por unanimidade a proposta apresentada pela diretoria do órgão na última quarta-feira e decidiram retornar ao trabalho na segunda-feira para evitar novos descontos na folha de pagamento.
Segundo a presidente local do sindicato, Roseli Rossi Cardoso, na terça-feira haverá nova reunião com a diretoria da Embrapa e caso não haja acordo, a determinação é continuar a paralisação. A próxima assembléia geral do sindicato foi marcada para o dia 19. (Colaborou Ana Paula Nascimento, de Londrina)

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