Cascavel Os funcionários do Frigorífico Chapecó, em Cascavel, decidiram retomar os trabalhos depois que ficou confirmado que a empresa havia depositado os valores referentes aos salário do mês de janeiro. Mesmo com o comprometimento da empresa de que os R$ 275 mil para o pagamento estavam liberados, os funcionários do turno da noite não voltaram ao trabalho anteontem. Somente na manhã de ontem a situação foi normalizada, depois que os funcionários tiraram o extrato bancário.
Segundo Valdevino Pereira de Oliveira, presidente do Sitiacre (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação em Cascavel e Região), a situação não está totalmente resolvida, pois as férias coletivas programadas para iniciarem no dia 22 foram suspensas. Existe a preocupação entre os 550 funcionários de que este seja um sinal de que a unidade será novamente fechada, como aconteceu em 1998.
Oliveira explica que a Chapecó não terá frangos para abater, pois desde o final de janeiro deixou de alojar pintinhos nos aviários. O presidente do Sindicato disse que durante a reunião que determinou o final da greve, os diretores da empresa não prestaram informações sobre o futuro da unidade de Cascavel. ''Se eles não terão frango para abater, como não vão dar as férias?'', questionou.
Por causa dessas indefinições, uma comissão de prefeitos da região de Cascavel se reúne hoje com a diretoria da Chapecó, em São Paulo, para cobrar uma posição quanto à situação da empresa. A intenção, segundo o prefeito de Cascavel, Edgar Bueno, é obter uma garantia da continuidade das atividades em Cascavel, seja pela Chapecó ou por outro grupo. A empresa Globoaves já admitiu ter interesse em assumir a unidade no município. A direção da Chapecó informou que a paralisação parcial dos funcionários não prejudicou a produção diária de 180 mil frangos.

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