Funcionários da Central tentam fortalecer greve
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2002
Maranúbia Barbosa 
Os cerca de 200 funcionários do setor da indústria de alimentação da Usina Central do Paraná, produtora de açúcar e álcool em Porecatu (85 km ao norte de Londrina), pretendem se concentrar hoje em frente aos portões da empresa, às 5h30, na tentativa de conseguir a adesão do pessoal que trabalha no setor de transportes. Paralisados desde sexta-feira passada, os manifestantes aguardaram uma posição da direção durante toda a tarde de ontem, sem receber qualquer decisão sobre o pagamento do salário de dezembro, a segunda parcela do 13º e os acertos rescisórios.
Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Londrina e região, João Batista, os cerca de 300 motoristas e operadores de máquinas que têm pendências trabalhistas com a empresa, não descartam a possibilidade de aderirem ao movimento esta manhã. Batista, que viajou ontem para Porecatu junto com outros membros do sindicato, disse que distribuiu um boletim informativo aos funcionários de todos os setores, manifestando solidariedade. A usina, segundo os funcionários, é acusada de não cumprir diversos direitos trabalhistas.
Batista também informou que reintegrou ao sindicato dois ex-diretores, que estavam afastados desde meados do ano passado. Daniel Malaquias dos Reis e Claudemir Arriero, líderes sindicais em Porecatu e Florestópolis, foram presos no início de 2001 junto com o então presidente do sindicato, Evanildo Pinto Rodrigues, acusados de extorquirem R$ 200 mil da usina. Detidos na cadeia de Porecatu, os três foram libertados depois que os advogados de Rodrigues entregou à Justiça fitas telefônicas contendo conversas comprometedoras entre o diretor da usina, Jaime Planas Navarro e o juiz Evandro Luiz Camparoto, de Porecatu. Responsável pela condução do processo, Camparoto declarou-se suspeito e se afastou do caso. A Justiça anulou todo o processo a partir do recebimento da denúncia. (Colaborou Emerson Dias)


