Curitiba Os funcionários da Caixa Econômica Federal, em greve desde ontem, decidem amanhã em assembléia marcada para as 17 horas, na sede da Associação da CEF, em Curitiba, se permanecem parados por tempo indeterminado até que a direção do banco apresente nova proposta salarial. Os de Londrina terão assembléia às 18 horas, na sede do Sindicato dos Bancários.
O pessoal da Caixa reivindica o cumprimento do acordo coletivo da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que prevê 12,6% de reposição salarial, abono de R$ 1,5 mil e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos bancos públicos. A PRL ficaria segundo cálculo dos bancários em um acréscimo de 80% do salário fixo além de um abono de outros R$ 650.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região Metropolitana, Marisa Stédile, a diretoria da Caixa admitiu dar o reajuste pedido para todos os funcionários. Exceto para os gerentes e comissionados, que teriam um reajuste diferenciado de 5%. ''Os gerentes não aceitaram a proposta e a categoria encampou a reivindicação. Os técnicos bancários também pedem isonomia salarial'', afirmou ela. Caso não haja uma nova proposta, a tendência é que os economiários continuem em greve na segunda-feira.
O Banco do Brasil (BB), também vinculado ao governo federal, voltou ao trabalho ontem depois de acordo com a diretoria. Eles conseguiram que o BB cumprisse o acordo da Febraban para o pessoal dos bancos privados.
Já os petroleiros do Paraná, que ameaçam entrar também em greve, rejeitaram ontem em assembléia a proposta salarial da Petrobras de 10,7% de reajuste para todos os funcionários (ativos e inativos) e aumento de nível salarial para os trabalhadores da ativa. A categoria quer um reajuste de 15,5% para repor as perdas de setembro do ano passado a agosto deste ano, melhorias na assistência médica, integração de demitidos das greves de 1994 e 1995, isonomia salarial entre ativos e inativos, atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).
''A rejeição é pela falta de isonomia salarial entre ativos e inativos. Queremos que acabe a discriminação salarial dentro da Petrobras'', defendeu Jaime de Oliveira Ferreira, diretor do Sindicato dos Petroleiros do Paraná.

mockup