Funcionários da Atlas paralisam atividades
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quarta-feira, 20 de maio de 2009
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
Metalúrgicos da Atlas/Schindler paralisaram atividades ontem pela manhã. A decisão partiu depois de uma assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Londrina e Região na porta da empresa logo no início da manhã. O número de trabalhadores que ''cruzaram os braços'' é divergente: 300, segundo o sindicato e 177, de acordo com a empresa. A data-base dos trabalhadores é no dia 1º de dezembro mas, até agora, não foi fechada a Convenção Coletiva de Trabalho.
O pedido do sindicato é de um reajuste de 10,42%, o que elevaria o piso da categoria para R$ 635. No entanto, em janeiro o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materias Elétricos de Londrina (Sindimetal) antecipou aumento de 7,2% aos trabalhadores, índice equivalente à inflação do período. Além disso, o sindicato patronal alega ter apresentado contraproposta de reajuste salarial de 9%, percentual que teria sido negado pelo sindicato dos metalúrgicos.
O presidente do sindicato dos trabalhadores, Sebastião Raimundo da Silva, disse que já conseguiu fechar o acordo com outros dois sindicatos patronais: da indústria retífica e de reparação de veículos, mas que o Sindimetal se mantém irredutível. Por isso, ele estaria procurando as empresas para negociar e fechar convenções individuais. Silva disse já ter fechado acordo com cerca de 80 empresas do setor e que todas concordaram com o reajuste salarial de 10,42%.
''Estamos tentando negociar desde o ano passado, já houve reunião até no Ministério do Trabalho mas não há acordo'', comentou Silva. Ele informou que irá aguardar um posicionamento da Atlas/Schindler até esta segunda-feira e que se não houver um retorno, a decisão será realizar novamente a paralisação a partir de terça-feira. Segundo o presidente, a mesma postura será adotada com outras empresas que se recusarem a negociar individualmente. Procurada pela reportagem, a Atlas/Schindler garantiu que a atividade industrial não foi prejudicada ontem pela manhã.
A supervisora de Recursos Humanos da empresa, Jane Portella, salientou que a empresa está aberta a negociações e que não se recusa a conceder reajustes salariais aos seus funcionários. ''Não queremos prejudicar nossos colaboradores, queremos resolver isso (fechar a Convenção Coletiva) o mais rápido possível. Estamos abertos à negociação, mas queremos um acordo coletivo'', afirmou. Segundo ela, a indústria não irá aceitar pressões. ''Esta forma de pressionar (do sindicato) não agrada a ninguém: nem à empresa e nem aos colaboradores'', observou.
Ela informou que a Atlas concedeu reajuste de 7,2% aos funcionários em janeiro. ''Em nenhum momento estamos negando um aumento, mas queremos que as negociações sejam via sindicato patronal'', frisou. Jane ainda disse que os funcionários que optaram por não trabalhar ontem de manhã não terão o período descontado.


