Funcionários aprovam estrangeiro no Banestado
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 01 de junho de 2000
Vânia Casado De Curitiba 
O voto do Conselho Monetário Nacional que permite a participação do capital estrangeiro para comprar até 100% das ações do Banestado representou um alívio para os funcionários. Na interpretação da Associação dos Funcionários, se a venda do banco for feita para uma instituição estrangeira a estrutura de agências e funcionários será preservada.
O temor dos funcionários é que o Banestado seja comprado por uma instituição nacional, que certamente terá como resultado o fechamento de agências e demissões. O diretor da Associação dos Funcionários, Valdemar Cequinel, justifica que se o banco for comprado por grupo nacional que tem capilaridade no Interior, não vai manter duas agências no mesmo local.
Apesar do alívio, a Associação dos Funcionários disse que não vai dar tranquilidade no processo de privatização. A ordem é recorrer à Justiça, como fizeram os funcionários do Banespa, em São Paulo. Até para ganhar tempo e dar tempo para que os funcionários possam se preparar para enfrentar o mercado de trabalho, argumentou.
Cequinel antecipou que a Associação pretende entrar com todas as ações judiciais possíveis para preservar os direitos dos funcionários. E também para preservar o banco em poder do Estado. A Associação está disposta a seguir a risca tudo o que vem sendo feito pelos funcionários do Banespa, que estão atrasando a privatização há cerca de um ano. O Banestado tem hoje 7.700 funcionários, quase 3 mil a menos que antes do Plano de Demissões Voluntárias.


