Os funcionários da montadora de ônibus e caminhões Volvo - empresa com sede na Cidade Industrial de Curitiba - passaram o dia de ontem em compasso de espera, aguardando o anúncio de uma nova lista de demissões, que poderia atingir até 15% dos 1,4 mil trabalhadores. A empresa estuda há várias semanas a redução no quadro de pessoal, o que representaria a segunda leva de demissões neste ano, num prazo inferior a dois meses. Para tentar reverter o fechamento de postos de trabalho, os empregados da Volvo encaminharam uma proposta com dez alternativas para garantir os empregos.
A diretoria de Recursos Humanos da Volvo passou os dois últimos dias analisando as sugestões e hoje poderá se pronunciar. Entre as idéias para reduzir gastos está a adoção do ‘‘banco de horas’’, processo pelo qual o trabalhador fica em casa durante alguns meses compensando a falta de trabalho. Outra proposta é umentar o valor pago pelo transporte para a fábrica.
Os funcionários sugeriram ainda que a Volvo cobre mais pela alimentação fornecida no restaurante. ‘‘O que estamos colocando como opção são pequenos cortes nas despesas que no final das contas poderá alcançar o objetivo da empresa’’, afirmou o coordenador da Comissão de Fábrica, Nelson Silva de Souza.
A determinação baixada esta semana pela matriz da Volvo, na Suécia, é que cada filial faça redução de despesas e de enxugamento no número de funcionários. A meta é fechar 5,3 mil vagas em todo o mundo, sendo que 2,6 mil seriam de trabalhadores suecos. A ordem dada à fábrica brasileira é para diminuir os gastos em US$ 4 milhões num prazo de um ano, disse ontem o coordenador da Comissão de Fábrica. ‘‘Se a empresa aceitar nossas sugestões, conseguirá economizar os US$ 4 milhões sem nenhuma demissão’’, afirmou Souza.

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