Criada há 18 anos, a Fundação Cultura Artística de Londrina (Funcart) tem um orçamento de cerca de R$ 1 milhão neste ano. A maior parte - R$ 796 mil - são recursos oriundos de convênio com a Prefeitura para manter as escolas de teatro e dança. A instituição emprega 43 pessoas com registro em carteira e salário médio de R$ 1.116. E ainda gera outros cerca de 200 empregos indiretos, em serviços como os de costura, serralheria, marcenaria, transporte, artes gráficas e fotografia.
A Funcart também terá neste ano R$ 112 mil de incentivos fiscais pelo Ministério da Cultura. O dinheiro será utilizado na montagem de um espetáculo do Ballet de Londrina. ''Quando iniciamos as nossas atividades, só contávamos com trabalho voluntário. Evoluímos bastante em termos de profissionalização'', afirma a presidente da instituição, Neli Belotti.
Para ampliar suas atividades, a Funcart, que já recebe doações pela conta de telefone, lançou uma campanha de fidelização do público. O espectador paga uma contribuição mensal e goza de descontos em todos os espetáculos.
Segundo a presidente, muitos dos projetos realizados pela Fundação se pagam. No ano passado, bilheterias e oficinas renderam R$ 160 mil à instituição. O mais difícil é bancar a folha de pagamento de professores e bailarinos. ''É assim em todo o mundo. Nenhum grande corpo de ballet ou orquestra consegue sobreviver só com os recursos de bilheteria. Para que isso acontecesse, seria preciso estipular um valor estratosférico para o ingresso.'' (N.B.)

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