O Ministério da Agricultura tem previsto para este ano R$ 28 milhões para o Programa Pró-Frutas. O dinheiro será usado no desenvolvimento de pesquisas, capacitação de técnicos, cadastramento de associações de fruticultores e promoção de frutas de melhor qualidade no mercado interno e externo, segundo a coordenação do Pró-Frutas e técnicos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Tecnológico (CNPq).
A parcela de R$ 28 milhões faz parte de um total de R$ 150 milhões a serem investidos nos quatro primeiros anos de implantação do programa. O Pró-Frutas foi criado em setembro de 2000 e integra o Plano Plurianual do Programa Avança Brasil. No ano passado, R$ 2 milhões foram utilizados no desenvolvimento das metas do programa e na capacitação de cerca de 7.000 produtores em todo o País.
A utilização de produtos com menor impacto ambiental e a oferta de frutas com qualidade superior serão os pontos chaves do programa. A fruta terá daqui para frente controle de origem.
O programa do governo tem também como meta a padronização da qualidade das frutas consumidas no mercado interno e das destinadas à exportação. Segundo técnicos, hoje as frutas consumidas no Brasil são de péssima qualidade se comparadas às que são exportadas.
O Brasil exportou, em 2000, US$ 1 bilhão em frutas, dos quais US$ 175 milhões em frutas frescas; US$ 195 milhões em castanhas e US$ 1,1 bilhão em sucos. Com relação às frutas frescas, o País apresentou um crescimento de 36% em comparação ao ano de 1998, quando exportou U$ 128 milhões. A intenção é chegar a US$ 5 bilhões só em frutas secas nos próximos cinco anos.
A exportação de frutas frescas obteve um resultado favorável na balança comercial do ano passado, já que o volume importado (US$ 136 milhões) foi menor do que o exportado (US$ 175 milhões). O mesmo ocorreu com as castanhas. O Brasil importou apenas US$ 26 milhões, contra os US$ 195 exportados.

mockup