ArquivoParaná não tem um projeto para fruticultura. Mesmo assim, há quem queira investirA fruticultura está crescendo no Paraná, mas de forma desordenada. Diversos pólos produtivos de frutas estão surgindo no Estado, mas falta uma política de desenvolvimento que dê base de sustentação ao setor para garantir os investimentos. Para o técnico da Secretaria da Agricultura, Luiz Gusi, tanto os produtores paranaenses como grupos internacionais estão dispostos a investir na fruticultura mas reclamam um apoio político e de financiamentos para organizar os investimentos.
Segundo Gusi, o Paraná reúne uma série de vantagens comparativas para atrair investimentos, mas é preciso uma conscientização do poder público e privado para estruturar uma política para o setor. Ele assinala que se houver interesse das empresas públicas e privadas, Curitiba tem condições para se tornar a capital da distribuição de frutas e hortaliças para toda a América do Sul, aproveitando a posição estratégica em relação ao Mercosul.
O técnico informou que empresários chilenos e argentinos já estiveram visitando a região Sudoeste e empresários franceses demonstraram interesse em investir na região Norte. Mas para concretizar os investimentos é preciso apresentar uma política de desenvolvimento, insistiu.
Além das vantagens de infra-estrutura, o Paraná exibe potencial que permite o cultivo de frutas de clima tropical e temperado. Para se ter uma idéia da potencialidade do Estado, Gusi citou como exemplo a implantação da citricultura no Noroeste. Segundo ele, tanto a fruta ‘in natura’ como o suco apresentam uma qualidade superior ao que é produzido em outras regiões do País. A começar pela coloração da fruta que proporciona um suco de sabor mais concentrado. Também falou sobre as potencialidades das mudas de citros desenvolvidas no Paraná. Enquanto uma planta adulta produz em média dois caixas por pé nas regiões produtoras de citros, aqui no Estado uma planta jovem que ainda não atingiu o ápice de sua produção já rende o equivalente a duas caixas por pé, comparou. ‘‘Só que falta um trabalho mais direcionado para tornar a citricultura paranaense mais competitiva’’, avalia.
O problema da fruticultura, destacou o técnico, é que o setor apresenta alta rentabilidade, os produtores sabem disso mas estão inseguros. Por outro lado, os produtores que estão desestimulados com a produção de grãos e partindo para o cultivo de frutas não têm o conhecimento técnico para iniciar uma fruticultura voltada para atender os nichos de mercado. A maioria acaba plantando laranja e banana, que corresponde a 60% da produção de frutas no País e não tem informações para diversificar, salientou Gusi.

mockup