Fruticultores querem dobrar exportações
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quinta-feira, 17 de abril de 2003
Agência Estado 
São Paulo - O projeto horizontal de promoção das exportações de frutas brasileiras, que tem a frente o Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), fechou nova parceria com a Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex). O novo acordo prevê investimentos da ordem de R$ 8,5 milhões, dos quais R$ 4 milhões virão da iniciativa privada. A projeção do Ibraf é atrair 500 novas empresas entre produtores e exportadores e gerar 30 mil novos empregos diretos.
A fruticultura emprega 5,6 milhões de pessoas, o correspondente a 27% da mão-de-obra agrícola brasileira. ''Este programa é a grande oportunidade de consolidarmos a fruticultura de forma competitiva e conquistarmos o mercado nacional'', afirmou o presidente do Ibraf, Moacyr Saraiva Fernandes.
De acordo com ele, no biênio 2003-2004 as exportações deverão crescer 112,45% em relação ao biênio anterior e atingir US$ 512,1 milhões. De 1998 a 2002, o volume de exportações de frutas cresceu 127,04% passando de 294,614 mil toneladas para 668,906 mil toneladas. O faturamento totalizou US$ 241,04 milhões, cifra 102,4% superior à obtida em 1998, quando o setor gerou receita de US$ 119,09 milhões.
O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas, com 38 milhões de toneladas/ano, perdendo para a China, que produz 133 milhões de toneladas/ano, e Índia, com 58 milhões de toneladas/ano. A Europa responde por 70% do consumo de frutas brasileiras, seguida pelo Mercosul, com 11%.


