Frutas frescas lideram vendas para a ceia de Ano Novo
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2003
Célia Guerra<br> Reportagem Local 
O comércio de frutas frescas comemora crescimento nas vendas para as festas de final de ano. O presidente da Associação dos Atacadistas das Centrais de Abastecimento (Ceasa), de Londrina, Clóvis Tsuzaki, calcula um aumento de 20% em relação ao ano passado. Ontem, cerca de 90% dos produtos colocados à venda para o atacado já haviam saído. ''Temos uma reserva de 10% para suprir possíveis faltas nas vendas da véspera do ano novo'', informa.
Tsuzaki diz que as frutas nacionais tanto as de época, como o abacaxi e a melancia, quanto aquelas típicas das ceias de final de ano como as uvas finas, pêssego, nectarina, tiveram boa saída. Ele destacou que nem mesmo a elevação de preços registradas pelas frutas finas assustou o consumidor. ''Vendeu de tudo, menos os produtos importados'', afirma.
A uva, de acordo com o presidente dos atacadistas do Ceasa, teve uma demanda ''altíssima''. A falta do produto em outras regiões do País, como São Paulo e Rio de Janeiro, trouxe para cá esses compradores, sem o risco de desabastecimento do mercado regional. O reflexo dessas vendas foi um aumento de 20% no preço da fruta que, como presume, chegou também ao produtor.
No Mercado Municipal Shangri-lá, zona oeste da cidade, o cenário ontem era de corredores cheios de pessoas e muitas sacolas nas mãos. Para a comerciante Natalina de Jesus Mendonça o aumento nas vendas foi promovido pela falta de frutas nos outros mercados da cidade. Segundo ela, o comportamento climático atrasou a maturação das frutas.
Assim, o Mercadão, ponto de referência para quem procura esse tipo de produto, levou vantagem com um movimento 15% superior de novos clientes . ''Temos fornecedores exclusivos e produtos de primeira qualidade''. Natalina destaca, entretanto, que, as vendas do Ano Novo caem pela metade em relação ao que se registra no Natal. ''A maioria dos clientes estão no litoral'', informa.
Sobre o comportamento dos preços, a comerciante confirma que houve aumento em relação ao ano passado. ''Frutas como as ameixas e cerejas dobraram de preço'', compara. O quilo dessas frutas este ano varia entre R$ 7,00 a R$ 10,00.
O empresário Antônio Tomio Furuta discorda da afirmação do presidente da Associação dos Atacadistas do Ceasa e afirma que as frutas secas e castanhas importadas não perderam espaço nas festas de final de ano. Oitenta por cento da mercadoria que comercializa é importada e as vendas, segundo ele, ''superaram as expectativas'', mesmo com uma alta nos preços na ordem de 15%. Ele admite que é beneficiado pelo melhor poder aquisitivo dos clientes de sua loja. No Ano Novo, Furuta também diz que, por tradição, as vendas são menores que no Natal. Ele calcula uma queda de 40%, mas, garante que não tem do que reclamar e sim, ''muito a agradecer''.
Mas o aumento dos preços das frutas apontados pelos comerciantes não assustou os consumidores. Para a dona de casa Akiko Arai, a qualidade das frutas oferecidas justifica o preço cobrado. ''As frutas estão frescas e bonitas por isso o preço é bom''.


