Apesar de caras, o consumidor será recompensado com a boa qualidade das uvas paranaenses, que estão com alto índice de doçura, afirma Verner Genta, presidente da Associação Norte Paranaense de Estudos em Fruticultura (Anpev). Ele explica que o tempo mais seco neste segundo semestre proporcionou o bom desenvolvimento dos frutos. Nas safras anteriores, Genta recorda que choveu muito nessa época do ano, comprometendo a qualidade das uvas. "A fruta não gosta de muita água", completa.
Para amenizar os efeitos nocivos do clima, o presidente da Anpev destaca que alguns produtores da região estão utilizando cobertura plástica, principalmente para proteção contra chuvas fortes e de granizo. Para combater a geada, a técnica não é muito eficiente, explica Silvia Capelari, especialista do Emater de Marialva. "Mesmo com o plástico, a geada acaba queimando" lamenta.
Silvia explica que a geada queima a brotação. Para a planta voltar a produzir, o produtor deve podá-la. "O grande problema deste ano foi que depois da poda realizada após a geada de julho, os viticultores paranaenses enfrentaram a geada de agosto, que queimou a nova brotação. Daí não há mais nada o que fazer", completa.
A especialista lembra que muitos produtores adotaram neste ano medidas paliativas de contenção à geada, como a irrigação e o aquecimento do ambiente por meio de fogueiras em pontos estratégicos.
Além da geada, Silvia completa que o frio excessivo desse ano segurou a carga dos parreirais, ou seja, a planta não conseguiu carregar os ramos com frutos. Para a próxima safra, a produção deve voltar ao normal. Os produtores que fizeram a poda drástica, só terão produção no final de 2014. Os que fizeram o corte normal poderão colher bons frutos na próxima safrinha. (R.M.)

mockup