No Norte do Estado, o engenheiro agrônomo Augusto Edson Evangelista, da Emater de Primeiro de Maio, dá assistência técnica a produtores da região que também apostaram no coco como alternativa de diversificação. ''A atividade é viável para todo o vale do rio Paranapanema'', acredita.
Como as lavouras em produção comercial não possuem sistema de irrigação, a produtividade é de 50 cocos por árvore ao ano. ''É bem menos do que a produção em áreas irrigadas'', disse ele, que defende a implantação dos sistemas para viabilizar a atividade. No Norte, o preço médio da fruta é R$ 0,40. O coco é comercializado no Ceasa de Londrina, em barraquinhas na beira da estrada e para compradores do Rio Grande do Sul.
O Paraná conta com uma entidade que reúne produtores de coco. Trata-se da Associação Paranaense de Produtores de Coco (Asparcoco), que se mobilizou para instalar, no Estado, uma unidade de pesquisa sobre o cultivo da fruta.
Graças a parcerias entre Asparcoco, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Cooperativa Agrária de Nova Londrina (Copagra) e Associação dos Municípios do Noroeste do Paraná (Amunpar), será inagurada no campus da UEM em Diamante do Norte a Unidade de Pesquisa do Coco ''Jornalista Jota Oliveira''. De acordo com o presidente da associação, Parreiras Rodrigues, as primeiras tecnologias a serem estudadas foram repassadas pela Embrapa do Sergipe. (C.A.)

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