O vice-presidente da Associação dos Produtores de Álcool e Açúcar do Paraná (Alcopar), Ricardo Rezende, acha que o uso do álcool combustível na frota de veículos de transporte coletivo de grandes cidades pode contribuir para a rápida revitalização do Proálcool. Rezende tem duas usinas na região de Maringá, e na última segunda-feira recebeu o título de líder empresarial do setor, conferido pelo jornal Gazeta Mercantil. ‘‘A opção pelo ônibus a álcool pode ser mais interessante que a volta da fabricação de veículos pequenos movidos a álcool’’, diz.
Ele calcula que o consumo diário de um ônibus, em torno de 200 litros, é o equivalente a 30 automóveis. Se apenas a cidade de São Paulo transformar a frota de 40 mil ônibus, haverá um incremento de 1,4 milhão de litros de álcool. ‘‘Volume superior à produção do Paraná, segundo maior do país’’, diz Rezende. O estado vai produzir nesta safra 1,25 bilhão de litros, o suficiente para o consumo de 1,3 milhão de veículos durante um ano.
Ele explica que os ônibus a álcool já são realidade em países da Europa, onde o produto é obtido principalmente da beterraba. A grande vantagem, segundo Rezende, é a redução dos níveis de poluição entre os motores a diesel e a álcool.

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