Fronteiras agrícolas não terão mais avanço
As fronteiras agrícolas do Paraná não irão avançar mais. Pelo contrário, o Estado poderá até perder um pouco de área até 2018, quando 20% da área destinada à reserva legal terá que estar formada na zona rural. Segundo informações do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), atualmente a reserva legal ocupa apenas 8,25% do total da área, um déficit de 11,75%. A formação da mata tem evoluído entre 1,5% e 2% ao ano.
No entanto, na avaliação do secretário estadual do Meio Ambiente, Rasca Rodrigues, o Estado não vai perder área agricultável simplesmente porque as áreas hoje ocupadas não podiam sequer ser utilizadas para o cultivo. ''O Código Florestal é de 1965, essas áreas não poderiam ser ocupadas'', reforça. Ele ainda acrescenta que a lei é flexível porque a reserva legal não precisa necessariamente ocupar uma parte da propriedade.
O produtor pode, por exemplo, recuperar áreas em bacia hidrográfica com o bioma local. ''Além disso, podem ser reflorestadas áreas de pastagens degradadas. Avaliamos, por exemplo, que as regiões Sul e Centro-Sul do Estado não irão perder área nenhuma'', afirma o secretário. Segundo ele, os problemas são restritos nas regiões de terra roxa estruturada, principalmente, na região de Cascavel. No local são três bacias hidrográficas, mas com diferentes combinações do bioma. (F.M.)





