Frio pode ajudar vendas no Dia dos Namorados
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 03 de junho de 2004
Da Redação 
A Associação Comercial do Paraná (ACP) estima um crescimento de 5% nas vendas no período que antecede o Dia dos Namorados (12 de junho). De acordo com o vice-presidente de Serviços da ACP, Élcio Ribeiro, ''caso a temperatura se mantenha baixa, poderá haver melhora substancial na estimativa''.
O valor médio dos presentes deve se manter em torno de R$ 37, com predominância de compras a prazo. A movimentação maior deve ficar por conta dos segmentos de confecções, perfumes e flores. Em 2003, a entidade registrou aumento de 12% no número de consultas, entre os dias 6 e 12 de junho, em relação ao mesmo período de 2002. Foram 61.202 consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), ante as 54.870 registradas no mesmo período do ano anterior.
Inadimplência - A Telecheque - empresa de verificação e garantia de cheque - prevê uma queda de 11% na inadimplência do cheque de junho em relação a maio. O fenômeno deve ocorrer, mesmo com o aumento do volume de vendas provocado pelo Dia dos Namorados.
Segundo o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto, a previsão de queda da inadimplência se baseia em tendência verificada para o mesmo período nos últimos dois anos. ''No ano passado, o índice de cheques devolvidos em junho foi 11,41% menor comparado ao de maio, o que também aconteceu no mesmo período de 2002, quando a diferença foi ainda maior, ficando em 11,53%.''
Ele disse que o principal fator que contribui para a queda da inadimplência nesse período é a compensação só em julho de grande parte dos cheques usados nas compras de presentes para o Dia dos Namorados, como também parte dos pré-datados referentes às compras do Dia das Mães.
Em contrapartida, segundo Praxedes, o acúmulo de cheques pré-datados das duas datas comemorativas deve resultar numa maior inadimplência em julho e agosto comparado a junho. ''A previsão é que a inadimplência em julho deste ano aumente cerca de 21% em relação a junho, acompanhando a tendência dos dois últimos anos. Julho de 2003 registrou inadimplência 20,6% superior a de junho, crescimento que foi de 12,42% no mesmo período em 2002.''
Para o executivo, o aumento da inadimplência entre junho e julho reflete, sobretudo, o volume de compras para o Dia das Mães, quando os gastos são mais elevados, o que, em geral, exige prazo maior para pagamento. ''No Dia das Mães os presentes são mais caros, por causa do forte apelo emocional, e os cheques são pré-datados para até 90 dias, prazo que cai para até 70 dias no Dia dos Namorados'', afirmou.


