Frio já afeta preço de alguns hortigranjeiros
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de junho de 1997
Curitiba 
A queda de temperatura no Paraná começa a ter os primeiros reflexos nos preços dos produtos hortifrutigranjeiros comercializados nas Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa). Em Curitiba, os produtos mais sensíveis ao frio, como os legumes e verduras, tiveram fortes altas em relação à semana passada. O maior aumento de preço foi da alface crespa, que ontem estava sendo comercializada a um valor 60% maior do que na última semana. A segunda maior alta foi do pimentão, que sofreu aumento de 33,33%. Outros produtos que tiveram aumento de preço nesta semana foram a beterraba e o mamão comum (+ 25%), a couve-flor (+ 20%) e a cenoura (+ 16,67%).
As altas são explicadas pelo prejuízo causado pelas geadas, que muitas vezes obrigam os comerciantes a buscar produtos em outros Estados, como São Paulo e Espírito Santo. Nestes casos, os preços são inflacionados pelo valor do frete, que são agregados ao preço final de venda. No caso da alface, considerado um cultivo de rápida recuperação, os preços deverão se estabilizar em breve, apesar da continuidade das baixas temperaturas em algumas regiões.
Mesmo com estes aumentos, o conjunto formado pelos 23 produtos comercializados na Ceasa chegou a registrar, nesta semana, queda de 3,39% em relação à semana passada. Os principais itens que sofreram queda de preço foram a laranja pêra (- 20%), a cebola (- 9,52%) e a batata (- 6,67%), que chegam a representar mais da metade das vendas feitas na Ceasa. Outros produtos de forte peso nas vendas, o tomate e a banana, permaneceram com preços estáveis em relação à última semana.
Para contornar os aumentos, o técnico da Divisão Técnica e Econômica da Ceasa, Paulo Ikeda, recomenda que os consumidores tentem substituir os produtos que, nesta época do ano, costumam apresentar altas mais acentudas de preços. A recomendação do técnico é que seja dada preferência a produtos como a maçã vermelha, a abóbora seca e o repolho, que têm se mantido estáveis há mais de um mês e apresentam tendência de queda.


